quarta-feira, janeiro 21, 2009

Dino & Soul Motion Acústico no Teatro de Faro Dia 31 .01

No próximo dia 31 de Janeiro, pelas 21.30 horas terá lugar no Teatro de Faro, um concerto especial do Dino & Soul Motion com todos os convidados que participaram no seu trabalho. Lá encontraremos para além do Dino e dos seus Soul Motion, Sam The Kid, Virgul, Pac Man, Valete, Nel Assassin e claro, este vosso amigo.
Este espectáculo será gravado para posterior emissão em cadeias de televisão e possivelmente para comercializar em formato DVD.
Serão interpretados todos os temas do álbum Eu e os Meus num registo acústico, intimista e em apresentação única nestes moldes.
Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais, por isso, se algum dos leitores quiser assistir a este evento musical onde este vosso anfitrião vai estar presente, não se atrasem até porque a sala é relativamente pequena.
Aqui trarei em registo pirata alguma parte desse espectáculo para aqueles que não tiverem oportunidade de a ele assistir.

Etiquetas: dino, dino soul, hip hop, Pac man, sam the kid, Valete, Virgul

Escrito por pulanito @ janeiro 21, 2009   4 comentários

quinta-feira, novembro 06, 2008

No Quenn's em Lisboa dia 14 de Novembro



O amigo Dino vai fazer o concerto de lançamento do seu álbum de estreia em nome pessoal, que levará por título: Eu e os Meus.
Esta é uma viagem ao universo musical do Dino, que contará neste dia tão especial com os “Seus” para uma enorme festa da música, bem como a imperdível oportunidade de escutar todos os intervenientes que o Dino convidou a participar neste excelente trabalho.
De entre os convidados destacam-se figuras do movimento musical alternativo como: Valete, Sam The Kid, Virgul, Pac Man, Tito Paris e outros que agora não me ocorrem.
Este vosso amigo também vai lá estar (na pele de Viriato Ventura) interpretando ao vivo a fatia que me coube nesta tarte musical e que se chama “Subúrbio” um tema de introdução a uma das músicas mais fortes do disco que conta com a participação do Valete e que dá pelo nome de “Filho do Gueto”, tendo sido esta faixa que serviu de inspiração ao pequeno poema que criei especialmente para o Dino.
Acompanhado pelos Soul Motion, este notabilíssimo interprete vai ter a casa cheia de amigos e admiradores que não querem perder este irrepetível momento, que é a estreia deste esperado trabalho do Dino & SoulMotion.

Dia de estreia: 14 de Novembro
Hora: Depois das 23.00 Horas
Espaço: Quenn’s
Local: Docas, Lisboa

Data de lançamento nas lojas: 17 de Novembro 2ª feira
Dica. Excelente prenda de Natal

Ouçam aqui os temas Subúrbio / Filho do Gueto só para adoçar a boca.

Subúrbio

Nasci aqui á beira sul, á beira nada
Do alto desta colina sonho a cidade
Sou filho duma luta abandonada
Perdida num limbo entre a mentira e a verdade

Nasci aqui à beira mar, à beira míngua
Do lado errado do medo
Solta-se o beijo, solta-se a língua
Sussurras-me ao ouvido, guardo segredo

Pelas veias cruzadas deste subúrbio
Derramo vida e sanguíneas memórias
Cirando por aí de distúrbio em distúrbio
Em busca de grotescas e efémeras glórias

Não tenho passado, presente, nem futuro
Perco-me – mergulho na multidão
Aplicam-me sevicias que não auguro
Resgatas-me, escapamos de mão na mão

Etiquetas: dino, hip hop, sam the kid, Valete, Viriato Ventura

Escrito por pulanito @ novembro 06, 2008   2 comentários

sexta-feira, outubro 24, 2008

Orelha Negra - Debutantes Domadores de Notas

Apresento-vos o logo dos " Orelha negra"
“Primeiro estranha-se, depois entranha-se” assim inventou o príncipe dos poetas o slogan para a marca Coca-Cola que não chegou a ser utilizado nos idos anos 30 .
No caso presente dos “Orelha Negra”, este slogan assenta-lhes que nem uma luva, já que o comentário geral da assistência era do género: O som é estranho, mas é muito bom..
Pela minha parte cheguei ao Music Box (onde fui pela primeira vez) de imediato reconheci o amplo espaço do antigo Texas Bar, esse templo dos prazeres efémeros a que aportava marinhagem dos quatro cantos do mundo.
Eram outros tempos, outras realidades, quando o Cais do Sodré era a capital da maladragem ribeirinha de uma certa Lisboa, e o Texas Bar a sua sala de visitas.
Bem. Deixemo-nos de lamúrias de antanho e regressemos ao espectáculo de apresentação desta nova trupe.
Mira, Rebelo, Ferreira, Gomes e Cruz. Sim, apenas os seus apelidos são a identificação destes cinco músicos sobejamente conhecidos no meio musical português urbano onde para além deste novo projecto, qualquer um deles têm outros projectos e abordagens daquilo que mais amam: a música.
Pensava-se inicialmente que iria aparecer uma nova cantora a sublinhar os inesperados acordes deste recentíssimo projecto.
Outros diziam que o projecto era unicamente instrumental e que visava um novo conceito estético-musical, e nesse particular ninguém saiu desiludido.
De facto os cinco músicos, entraram mudos e saíram calados o que penso fazer parte da estratégia o que é verdadeiramente arrojado, para a exigência descartável dos tempos que correm.

Bem. A música começou a fluir e a casa cheia que esperava ansiosa por ouvir esta nova sonoridade, aprovava em acenos de cabeça a acompanhar as vibrações musicais que lhes invadiam os respectivos pavilhões auriculares.
A coisa foi ganhando proporções num crescendo a que a audiência se ia entregando a estes domesticadores de notas musicais, obrigando-a a exorcisar medos e fantasmas em forma de dança, quase como, que fossem impulsionados por uma estranha vontade. Eram afinal e apenas, os debutantes domadores de notas a tomarem conta dos nossos corpos.
Não falo aqui em qualquer estilo musical, porque não o sei enquadrar. Aquilo não era rock, nem funk, nem hip hop e jazz muito menos. Quando perguntei ao Rebelo como é que ele identificaria este inusitado som, ele respondeu-me: É pá, isto é uma ópera Hip Hop e saiu sorrindo deixando no ar, que cada um a podia adjectivar da forma que melhor entendesse.

Por não ter fotos dos outros intervenientes, deixo apenas a do Mira. Logo que arrange outras aqui as trarei.

Os samples do Samuel pincelavam com maestria a paisagem sonora pintada pelos restantes companheiros desta viagem musical. O baixo do Chico marcava, sombreava, sublinhava a cadência que o virtuosismo do João Gomes coloria com os sons retirados da sua paleta feita de piano, sintetizadores e outros artefactos. Se juntarmos aqui a maestria dum Frederico Ferreira, (provavelmente o mais requisitado dos bateristas portugueses) e ainda a extraordinária destreza desse monstro dos loops, scratches, samples e outras habilidades do DJ Alexandre Cruz, temos completo o lote dos cinco “orelha negra”, que sempre poderei dizer, ter tido o privilégio de assistir ao seu debut.
Fico apenas com a ideia de que o arrojo do projecto não tenha espaço de penetração no conservador mercado português, mas auguro para este projecto uma interessante carreira fora do “torrão lusitano”.

Etiquetas: Chico rebelo, fred, hip hop, joão gomes, Orelha negra, sam the kid

Escrito por pulanito @ outubro 24, 2008   2 comentários

sábado, setembro 06, 2008

Sam The Kid - A Partir de Agora


Sábado….um sorriso descambado pousa nas asas da incerteza…sei lá quantas vezes já escrevi isto para começar a escrever outra coisa. Não sei porquê, acho que prende o leitor, pelo menos até esta linha onde me está a ler.
Bem, se chegou aqui, é porque não tem muito para fazer e não se importa de ler tudo o que é baboseira, portanto, posso-me abalançar a lançar umas bojardas, que o amigo ou amiga fará o favor de ler.
Bem! Agora que já lhe prendi a atenção, cá vai a razão deste post.
O meu Samuel, faz clips como quem faz farturas na feira, ou seja, uns atrás doutros, ou como diria o meu pai: Ainda não desapareceu o cu dum, já está aparecendo a cabeça doutro. Alentejanices .Perdoem-me!


Um dia chego a Lisboa e vou visitar o Samuel, convido-o para jantar, este diz-me que não pode porque já tem um jantar marcado, mas que volta logo.
Lá fiquei por casa a falar com o resto de pessoal sem dar pelo tempo passar, até que passadas umas horas reentrou o Samuel que me diz haver ido jantar com o José Luis Peixoto.
Porra…e não podias ter dito antes, é que me tinha feito convidado na hora. Não é por nada, é que este escriba alentejano, é só um dos trabalhadores da escrita que mais admiro. Mais, quando o leio, parece que me leio numa outra dimensão, ou seja: se um dia chegar a ser grande, quero escrever como este genial profeta das palavras.
O jantar (segundo relato do Samuel) serviu para lhe apresentar a ideia de um vídeo a realizar, baseado numa das músicas do Samuel sobre o tema: A Partir de Agora.
Fiquei à espera do vídeo, e o resultado é o que agora vos apresento.
Fico à espera que o meu filho se digne um dia apresentar-me esse mago das palavras de quem já devorei a obra na totalidade, para lhe poder agradecer de viva voz o facto de existir.
Obrigado José Luis Peixoto.

Etiquetas: a partir de agora, hip hop, José Luis Peixoto, pratica(mente), sam the kid

Escrito por pulanito @ setembro 06, 2008   6 comentários

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