Queixinhas!

De facto já há dois ou três dias que o corpinho me andava a pedir cama; isto acompanhado de alguns suores, mas ontem senti que estava mesmo atacado e tive que passar a tarde em casa com a cabeça assim um bocado para o azamboado.
Longe vão os tempos de meninice em que desejava estar doente; e desejava-o por duas razões: primeiro, para não ir à escola, ou então para poder beber leite e comer bolachas, coisa apenas acessível a meninos considerados ricos ou em caso de maleita sazonal, como era o meu caso, e na maior parte das vezes fingida.
Hoje, não gosto de leite e o raio das bolachas engordam, daí não me valer de nada fingir uma gripezita de chamar a atenção, até porque nem a isso tenho o direito que julgo merecer.
Mas voltando aqui à minha sintomatologia, vou deixar a coisa evoluir atacando-a do mesmo modo que tenho atacado surtos anteriores sem pensar de que estirpe será a bactéria que tenho hospedada no meu corpo.
Estou no trabalho. Tirei uns minutos para escrevinhar aqui um pedaço a ver se me abstraio deste nariz pingante e desta cabeça que parece querer rebentar a todo o instante.
Para compor o ramalhete, ontem fui lavar o carro, coisa que se deve fazer ocasionalmente e em especial quando a viatura é bastante recente. Vai daí, lavei, lavei e o raio da agulheta nunca mais parava, decidi então colocar a “pistola” no respectivo “coldre” e abalar à minha vida. Nisto vejo o raio da agulheta a bailar desvairadamente no ar investindo contra a minha viatura de cima para baixo. Dá três pinotes no ar, como se de um louco bailado se tratasse e zás, investe selvaticamente sobre o meu pára-brisas, abrindo-lhe ali uma brecha deixando o interior apinhado de minúsculos pedaços de vidro, que ainda não consegui limpar na totalidade. Vou hoje tentar colocar um vidro novo – mas para tal é preciso sorte, já que a viatura é de modelo recente e o vidro é provável que não exista em stock.
Para além destas fatalidades vou ter de arranjar forças para ir amanhã a Lisboa e regressar ao Algarve de seguida, numa maratona que não me estava nada a apetecer, mas compromissos são compromissos.
Y asi es mi vida
Piedra como tu!




Vir à feira montado numa carrinha é hoje objecto de reparo e curiosidade. Há pouquíssimas décadas, eram mais as carrinhas que os automóveis e há homens de outros tempos que ainda são vivos e que se lembram da feira em que os automóveis é que eram objectos de admiração, conta-me o orgulhoso condutor do reluzente carro de besta.
Cabeçudos, bombos e gaiteiros são obrigatórios na abertura da feira. A maralha olha-os com estupefacção. São a alegria da miudagem que os seguem em cortejo rua abaixo.
Os vendedores de castanha assada são um dos ex-libris da Feira de Castro. Apesar do tempo (pelo calor que se fazia sentir) não convidar a comer castanhas, é impreterível gastar dois eurozitos numa dúzia delas.


O espaço United Colors of Benneton é sempre um regalo para a vista e dá sempre um boneco onde a amalgama de cores enche o olho do fotógrafo amador.

- Oh pra esta categoria de alhos. Isto não é espanhol, é produto nacional. Foram semeados em Novembro em noite de Lua Nova. Isto nunca mais apodrece, e se apodrecessem você no ano que vem diz-me que eu dou-lhe outra resma sem ter de pagar mais nada por isso.

A Fátima estava a condizer na Confraria dos Cavaleiros.





